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Curso de Linux Básico – Parte 7

March 5th, 2008 Posted in Curso Linux Basico


Continuando nossa série de aulas sobre Linux Básico, hoje vamos trabalhar com o editor de textos VI, e também montar dispositivos, como CDs, DVDs, PenDrivers e etc.

Editor de texto em modo texto – Vi

Neste editor de textos, existem dois modos principais de interação com o usuário: o modo de edição de textos e o modo comando. No modo comando são digitados os comandos para o editor de textos.

O editor inicia em modo de comandos, que pode ser acessado digitando-se a tecla esc quando estiver no modo edição de textos.

Comece executando o editor e abrindo o arquivo teste.txt, como fizemos anteriormente. Para isto digite na linha de comando:

# vi

A seguir aparecerá uma tela de boas-vindas do editor, com as teclas de saída e de ajuda. Para digitar um texto qualquer digite i ou aperte insert. Note que agora você está no modo de inserção. No rodapé do vi deve aparecer a palavra insert. Digite qualquer texto, seu nome por exemplo. Agora para salvarmos o texto utilizamos a seguinte sequência, primeiro aperte esc para sair do modo de inserção e depois digite :w teste.txt. Assim seu arquivo foi salvo com o nome teste.txt. Para sair do vi digite :q.

Agora voltamos ao nosso shell, abra o vi e vamos abrir o arquivo teste.txt que salvamos anteriormente. Digite a seqüência :e teste.txt, para que o arquivo seja aberto. Note que você ainda está no modo de comando. Para que se possa inserir algum texto é preciso entrar no modo de edição de textos/inserção. Para isso basta digitar i ou insert. Agora é só começar a editar o texto. Na tabela abaixo estão os comandos básicos deste editor.

Teclas Finalidade
:q Sair do Vi (o arquivo deve estar salvo).
:q Sair do Vi forçado sem salvar.
:wq Sair do Vi salvando o arquivo que está sendo editado.
:e nome_do_arquivo Abrir nome_do_arquivo.
:w Salvar o Arquivo.
:w nome_do_arquivo Salvar o arquivo corrente como nome_do_arquivo.
dd Apaga a linha corrente colocando-a no buffer.
p Cola a última entrada colocada no buffer.
:r nome_do_arquivo Insere o arquivo nome_do_arquivo no ponto onde está o cursor.
/padrão Procura padrão em todo o texto corrente.
u Desfaz a última ação.

Montando e Desmontando Dispositivos

Nesta seção será examinados os comandos mount e umount, que são os responsáveis pela montagem dos dispositivos. Mas, antes de montar qualquer dispositivo, é preciso saber quais dispositivos estão ligados a ele.

Primeiramente, os arquivos que mapeiam dispositivos estão no diretório /dev da estrutura de diretórios de seu Linux. Serão mostrados a seguir os dispositivos que são mais freqüentemente utilizados para montagem. Veja na tabela os dispositivos mais usados no cotidiano, com seus respectivos periféricos.

Arquivo Mapeia qual periférico
hda Primeiro disco rígido instalado na máquina (master).
hdaX A partição X do primeiro disco rígido instalado. hda1 mapeia a primeira partição do disco.
hdb O segundo disco rígido/CD-ROM instalado na máquina (slave).
hdbX A partição X do primeiro disco rígido instalado. hdb1 mapeia a primeira partição do disco.
sda Primeiro disco SCSI ou SATA.
fd0 O primeiro drive de disquete.
fd1 O segundo drive de disquete.
cdrom O drive de CD-ROM instalado na máquina (caso exista).

Vale aqui uma lembrança: em hd?X, o item X pode variar de acordo com o número de partições existentes no disco rígido e ? pode variar de acordo com o número de discos rígidos instalados na máquina.

Veja agora a sintaxe do comando mount que permite a utilização do periférico:

# mount [ -t tipo ] dispositivo diretório

No exemplo a seguir, será demonstrado o procedimento para a montagem de um disquete formatado para Windows:

# mount -t vfat /dev/fd0 /mnt/floppy

Este comando instrui o kernel para que ele inclua o sistema de arquivos encontrado em /dev/fd0, que é do tipo vfat, disponibilizando-o no diretório /mnt/floppy. Caso haja algum arquivo no diretório onde foi montado o disquete (ou outro sistema de arquivos), esse conteúdo ficará indisponível enquanto o sistema de arquivos estiver montado. O diretório /mnt/floppy referenciará o diretório raiz (“/”) do sistema de arquivos montado.

Existem vários tipos de dispositivos que podem ser montados. Na tabela abaixo constam os tipos mais utilizados.

Tipo Descrição
vfat Disquete formatado para Windows.
ext2 Disquete/disco formatado para Linux.
ext3 Disquete/disco formatado para Linux.
iso9660 CD-ROM.

Depois que um sistema de arquivos é montado, pode-se utilizá-lo normalmente. Ao final da utilização do sistema de arquivos, deve-se desmontá- lo para que se possa, por exemplo, remover o CD do drive. Para isso é utilizado o comando umount, que desmonta o sistema de arquivos. A sintaxe do comando umount é:

# umount dispositivo

ou então:

# umount diretório

Normalmente, apenas o superusuário poderá montar e desmontar um sistema de arquivos. Existe uma maneira simples para que o usuário comum acesse o disquete. São os comandos do pacote mtools. O mtools é uma coleção de ferramentas que permite ao Linux manipular arquivos MS-DOS. Sempre que possível o comando tenta simular o comando equivalente a esse sistema. Por exemplo, comandos como mdir a: funcionam na unidade de disquetes a: sem qualquer montagem ou inicialização prévia. Alguns comandos do pacote mtools são: mattrib, mbadblocks, mcd, mcopy, mdel, mdeltree, mdir, mdu, mformat, mkmanifest, mlabel, mmd, mmount, mmove, mrd, mread, mren, mtoolstest e mtype.

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