Curso de Linux Básico – Parte 7
Continuando nossa série de aulas sobre Linux Básico, hoje vamos trabalhar com o editor de textos VI, e também montar dispositivos, como CDs, DVDs, PenDrivers e etc.
Editor de texto em modo texto – Vi
Neste editor de textos, existem dois modos principais de interação com o usuário: o modo de edição de textos e o modo comando. No modo comando são digitados os comandos para o editor de textos.
O editor inicia em modo de comandos, que pode ser acessado digitando-se a tecla esc quando estiver no modo edição de textos.
Comece executando o editor e abrindo o arquivo teste.txt, como fizemos anteriormente. Para isto digite na linha de comando:
# vi
A seguir aparecerá uma tela de boas-vindas do editor, com as teclas de saída e de ajuda. Para digitar um texto qualquer digite i ou aperte insert. Note que agora você está no modo de inserção. No rodapé do vi deve aparecer a palavra insert. Digite qualquer texto, seu nome por exemplo. Agora para salvarmos o texto utilizamos a seguinte sequência, primeiro aperte esc para sair do modo de inserção e depois digite :w teste.txt. Assim seu arquivo foi salvo com o nome teste.txt. Para sair do vi digite :q.
Agora voltamos ao nosso shell, abra o vi e vamos abrir o arquivo teste.txt que salvamos anteriormente. Digite a seqüência :e teste.txt, para que o arquivo seja aberto. Note que você ainda está no modo de comando. Para que se possa inserir algum texto é preciso entrar no modo de edição de textos/inserção. Para isso basta digitar i ou insert. Agora é só começar a editar o texto. Na tabela abaixo estão os comandos básicos deste editor.
| Teclas | Finalidade |
|---|---|
| :q | Sair do Vi (o arquivo deve estar salvo). |
| :q | Sair do Vi forçado sem salvar. |
| :wq | Sair do Vi salvando o arquivo que está sendo editado. |
| :e nome_do_arquivo | Abrir nome_do_arquivo. |
| :w | Salvar o Arquivo. |
| :w nome_do_arquivo | Salvar o arquivo corrente como nome_do_arquivo. |
| dd | Apaga a linha corrente colocando-a no buffer. |
| p | Cola a última entrada colocada no buffer. |
| :r nome_do_arquivo | Insere o arquivo nome_do_arquivo no ponto onde está o cursor. |
| /padrão | Procura padrão em todo o texto corrente. |
| u | Desfaz a última ação. |
Montando e Desmontando Dispositivos
Nesta seção será examinados os comandos mount e umount, que são os responsáveis pela montagem dos dispositivos. Mas, antes de montar qualquer dispositivo, é preciso saber quais dispositivos estão ligados a ele.
Primeiramente, os arquivos que mapeiam dispositivos estão no diretório /dev da estrutura de diretórios de seu Linux. Serão mostrados a seguir os dispositivos que são mais freqüentemente utilizados para montagem. Veja na tabela os dispositivos mais usados no cotidiano, com seus respectivos periféricos.
| Arquivo | Mapeia qual periférico |
|---|---|
| hda | Primeiro disco rígido instalado na máquina (master). |
| hdaX | A partição X do primeiro disco rígido instalado. hda1 mapeia a primeira partição do disco. |
| hdb | O segundo disco rígido/CD-ROM instalado na máquina (slave). |
| hdbX | A partição X do primeiro disco rígido instalado. hdb1 mapeia a primeira partição do disco. |
| sda | Primeiro disco SCSI ou SATA. |
| fd0 | O primeiro drive de disquete. |
| fd1 | O segundo drive de disquete. |
| cdrom | O drive de CD-ROM instalado na máquina (caso exista). |
Vale aqui uma lembrança: em hd?X, o item X pode variar de acordo com o número de partições existentes no disco rígido e ? pode variar de acordo com o número de discos rígidos instalados na máquina.
Veja agora a sintaxe do comando mount que permite a utilização do periférico:
# mount [ -t tipo ] dispositivo diretório
No exemplo a seguir, será demonstrado o procedimento para a montagem de um disquete formatado para Windows:
# mount -t vfat /dev/fd0 /mnt/floppy
Este comando instrui o kernel para que ele inclua o sistema de arquivos encontrado em /dev/fd0, que é do tipo vfat, disponibilizando-o no diretório /mnt/floppy. Caso haja algum arquivo no diretório onde foi montado o disquete (ou outro sistema de arquivos), esse conteúdo ficará indisponível enquanto o sistema de arquivos estiver montado. O diretório /mnt/floppy referenciará o diretório raiz (“/”) do sistema de arquivos montado.
Existem vários tipos de dispositivos que podem ser montados. Na tabela abaixo constam os tipos mais utilizados.
| Tipo | Descrição |
|---|---|
| vfat | Disquete formatado para Windows. |
| ext2 | Disquete/disco formatado para Linux. |
| ext3 | Disquete/disco formatado para Linux. |
| iso9660 | CD-ROM. |
Depois que um sistema de arquivos é montado, pode-se utilizá-lo normalmente. Ao final da utilização do sistema de arquivos, deve-se desmontá- lo para que se possa, por exemplo, remover o CD do drive. Para isso é utilizado o comando umount, que desmonta o sistema de arquivos. A sintaxe do comando umount é:
# umount dispositivo
ou então:
# umount diretório
Normalmente, apenas o superusuário poderá montar e desmontar um sistema de arquivos. Existe uma maneira simples para que o usuário comum acesse o disquete. São os comandos do pacote mtools. O mtools é uma coleção de ferramentas que permite ao Linux manipular arquivos MS-DOS. Sempre que possível o comando tenta simular o comando equivalente a esse sistema. Por exemplo, comandos como mdir a: funcionam na unidade de disquetes a: sem qualquer montagem ou inicialização prévia. Alguns comandos do pacote mtools são: mattrib, mbadblocks, mcd, mcopy, mdel, mdeltree, mdir, mdu, mformat, mkmanifest, mlabel, mmd, mmount, mmove, mrd, mread, mren, mtoolstest e mtype.
Índice de Curso de Linux Básico
- Curso de Linux Básico – Parte 1
- Curso de Linux Básico – Parte 2
- Curso de Linux Básico – Parte 3
- Curso de Linux Básico – Parte 4
- Curso de Linux Básico – Parte 5
- Curso de Linux Básico – Parte 6
- Curso de Linux Básico – Parte 7
- Curso de Linux Básico – Parte 8
- Curso de Linux Básico – Parte 9
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