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Curso de Linux Básico – Parte 1

fevereiro 21st, 2008 Posted in Curso Linux Basico


Conforme prometido estamos começando hoje nosso curso de Linux Básico. Na verdade serão várias pequenas aulas sobre Linux, comandos, diretórios e etc.

Teremos novas aulas em média a cada dois dias, e estou aberto a perguntas e sugestões.

Este material foi criado a partir de uma compilação de vários outros encontrados na Internet, em livros e em revistas. Caso alguém ache que um material de sua autoria foi utilizado sem permissão ou de maneira incorreta, por favor entre em contato.

Conceitos Básicos

  • O que é Linux

O Linux é um sistema de código fonte aberto que utiliza a licença GNU/GPL. Além disso, o Linux é um sistema operacional em constante evolução. Isto implica num eterno aprendizado por parte de seus usuários.

Quando se usa um computador em que o sistema LINUX foi instalado, a primeira coisa que se deve fazer é informar o seu login, e em seguida a sua senha, o que lhe dará acesso a todos os recursos disponíveis. Em geral, apenas o usuário denominado “root” tem acesso irrestrito a todo o sistema, e é ele quem administra o restante das configurações.

Uma vez digitado o login e a senha, você terá acesso ao prompt. Esse prompt (que aqui será simbolizado por um sinal de #) é gerado por um programa chamado shell (literalmente, casca ou aparência exterior) que é responsável por lidar com os seus comandos.

O sistema é multitarefa: permite realizar diferentes funções simultaneamente. Por exemplo: imprimir, editar um texto e enviar dados por modem.

É um sistema operacional multiusuário: permite o acesso ao sistema simultaneamente por mais de um usuário, normalmente, através de terminais.

Possui multiprocessamento: é um sistema que pode utilizar múltiplos processadores para executar um ou vários programas.

E é, também, um sistema operacional considerado multiplataforma, pela facilidade com que o Linux pode ser migrado para novos ambientes além dos PC’s que utilizamos no dia-a-dia, como celulares, palms, batedeiras de bolo, e etc.

  • Um pouco de história

Para entender a criação do Linux, precisamos entender o que é o Minix. O Minix é uma versão do Unix, porém, gratuita e com o código fonte disponível. Isso significa que qualquer programador experiente pode fazer alterações nele. Ele foi criado originalmente para uso educacional, para quem quisesse estudar o Unix “em casa”. No entanto, vale citar que ele foi escrito do “zero” e apesar de ser uma versão do Unix, não contém nenhum código da AT&T e por isso pode ser distribuído gratuitamente.

A partir daí, “entra em cena” Linus Torvalds. Ele era um estudante de Ciências da Computação da Universidade de Helsinki, na Filândia e em 1991, por hobby, Linus decidiu desenvolver um sistema mais poderoso que o Minix. Para divulgar sua idéia, ele enviou uma mensagem a um grupo pela Usenet (uma espécie de antecessor da Internet). No mesmo ano, ele disponibilizou a versão do kernel (núcleo dos sistemas operacionais) 0.02 e continuou trabalhando até que em 1994 disponibilizou a versão 1.0.

GNU é um projeto que começou em 1984 com o objetivo de desenvolver um sistema operacional compatível com os de padrão Unix. O Linux em si, é só um kernel. Linus Torvalds, na mesma época que escrevia o código-fonte do kernel, começou a usar programas da GNU para fazer seu sistema. Gostando da idéia, resolveu deixar seu kernel dentro da mesma licença. Mas, o kernel por si só, não é usável. O kernel é a parte mais importante, pois é o núcleo e serve de comunicador entre o usuário e o computador. Por isso, com o uso de variantes dos sistemas GNU junto com o kernel, o Linux se tornou um sistema operacional.

  • O usuário root

O Linux (na verdade, qualquer sistema operacional baseado em Unix) possui um tipo de usuário que tem acesso irrestrito aos arquivos e processos do sistema: trata-se do usuário root ou super usuário.

Como não poderia deixar de ser, o Linux “vê” o usuário root como algo especial, já que ele (na verdade, qualquer usuário que tenha UID igual a 0) pode alterar a configuração do sistema, configurar interfaces de rede, manipular usuários e grupos, alterar a prioridades de processos, entre outros.

Por ser tão poderoso, o usuário root é perigoso. Por isso, ele só deve ser usado em situações que não podem ser trabalhadas por usuários que não possuem privilégios de super usuário. Imagine, por exemplo, que você está trabalhando com o usuário root. Ao atender uma solicitação de emergência, você saiu da frente do computador sem bloqueá-lo. Alguém mal-intencionado percebe isso e vai até seu computador, apaga diretórios importantes ao sistema e “sai de mansinho”. Se você estivesse utilizando um usuário comum, isto é, um usuário sem permissões para mexer nesses diretórios, aquele sujeito não teria conseguido apagá-los. Ainda há a possibilidade de você cometer algum erro e pôr tudo a perder…

O usuário root é tão importante que até sua senha deve ser bem elaborada. É recomendável que ela tenha ao menos 8 caracteres e que misture letras e números. Além disso, é recomendável mudar essa senha a determinados intervalos de tempo (como a cada 3 meses) ou quando alguém que acessava a conta root não utilizará mais o computador (quando a pessoa sai da empresa, por exemplo)

Bom, por hoje é só… sei que essa parte mais conceitual é um pouco chata… mas é necessário. Amanhã trarei mais informações com a continuação do nosso curso. Até mais! :)

 

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